As únicas férias que realmente existem são aquelas da escola, quando somos crianças. Sem obrigações, podemos ficar em casa brincando e assistindo TV ou, se possível, viajar. Quem não fica de recuperação aproveita as únicas férias plenas que tem certeza que vai ter na vida. (Agora entendem porque eu prestava atenção na aula, aproveitando o tempo que era mesmo obrigada a passar ali ao invés de sacrificar meu horário de lazer estudando?)
Nas férias escolares somos crianças em tempo integral. Na praia, não há nada além da areia, o mar refrescante e a bicicleta. Em outra cidade, só os passeios e a descoberta. Até mesmo programas micados viram diversão.
Então deixamos de ser crianças e as férias vão deixando de existir aos poucos, até que se tornam artigo de luxo: um direito dificilmente efetivado sem resistência, sem luta, sem contrariedades, sem olhares desconfiados, uma questão de saúde pública que se perde em meio a questões de produtividade, oportunidade, concorrência, custos...
Começa com o vestibular, estratégicamente marcado para os períodos que ficam um pouco antes e logo após as festas de final de ano. Que vestibulando consegue desligar a mente enquanto aguarda o resultado das provas de dezembro ou segunda fase que se aproxima?
As primeiras férias da graduação ainda são aproveitáveis. Dá para "desligar a cabeça", até mesmo viajar, se as condições financeiras permitirem. Então vem o estágio e você começa a se dar conta de que férias, daí em diante, serão uma batalha...
Quanto mais velho, mais responsabilidades, menos férias. Quem trabalha com "carteira assinada" tem direito a 30 dias de férias, mas isso não quer dizer muita coisa. É comum uma pressão psicológica para vender parte das férias, sem desfrutar de seus 30 dias. Se você insiste, pode esperar retaliação: de um simples olho gordo daqueles que não tem coragem de enfrentar o sistema e lutar por seu direito ao descanso, até os olhares fulminantes da chefia que te colocam na lista negra. Que audácia querer férias!
Quem trabalha sem a tal da carteira assinada (como a maioria dos advogados) enfrenta ainda mais dificuldades. Com o mercado de trabalho bombando de bombas e o excesso de contigente na maioria das áreas, exigir o sagrado repouso e sair durante um mês, livre leve e solto beira ao suicídio.
Quanto mais velho, mais responsabilidades, menos férias. Quem trabalha com "carteira assinada" tem direito a 30 dias de férias, mas isso não quer dizer muita coisa. É comum uma pressão psicológica para vender parte das férias, sem desfrutar de seus 30 dias. Se você insiste, pode esperar retaliação: de um simples olho gordo daqueles que não tem coragem de enfrentar o sistema e lutar por seu direito ao descanso, até os olhares fulminantes da chefia que te colocam na lista negra. Que audácia querer férias!
Quem trabalha sem a tal da carteira assinada (como a maioria dos advogados) enfrenta ainda mais dificuldades. Com o mercado de trabalho bombando de bombas e o excesso de contigente na maioria das áreas, exigir o sagrado repouso e sair durante um mês, livre leve e solto beira ao suicídio.
Profissionais liberais sofrem igualmente. Se trabalha, ganha, se não trabalha, não ganha, E como fazer para tirar férias, descansar, recarregar as baterias, conhecer lugares novos, colocar as pendências em ordem ou, simplesmente, dormir até mais tarde?
Se for advogado, então... Ah... Recesso forense... Sempre no final de ano, abarcando as semanas do Natal e do Ano Novo. Período com mais feriados que outra coisa, quando as pessoas estão histéricas, todos querem viajar e tudo fica mais caro. Ah, e é preciso ficar esperando os Tribunais divulgarem a data exata do recesso para ter um pouco de segurança no período de repouso. Claro, isso se não tiver nada para resolver em outro órgão público, ou outra providência urgente extra-judicial (o que não é muito comum, já que pouca coisa funciona nessa época do ano).
Melhor ser o dono do seu negócio? Quem disse que o dono descansa mais do que os funcionários? Só se tiver gente de confiança para quem possa delegar as funções e as decisões do período. Nunca notaram que tem muito chefe que é o primeiro a chegar e o último a sair? E não é firula, não. Se ele não se dedicar, sabe o que acontece? O problema é ele começar a achar que todos tem que fazer igual, mesmo sem necessidade ou a correspondente remuneração. Hum... Melhor isso do que ir embora no meio da tarde enquanto os "panacas" ficam ganhando dinheiro pra ele.
Acho que férias de verdade mesmo, de novo, só na aposentadoria...
Se for advogado, então... Ah... Recesso forense... Sempre no final de ano, abarcando as semanas do Natal e do Ano Novo. Período com mais feriados que outra coisa, quando as pessoas estão histéricas, todos querem viajar e tudo fica mais caro. Ah, e é preciso ficar esperando os Tribunais divulgarem a data exata do recesso para ter um pouco de segurança no período de repouso. Claro, isso se não tiver nada para resolver em outro órgão público, ou outra providência urgente extra-judicial (o que não é muito comum, já que pouca coisa funciona nessa época do ano).
Melhor ser o dono do seu negócio? Quem disse que o dono descansa mais do que os funcionários? Só se tiver gente de confiança para quem possa delegar as funções e as decisões do período. Nunca notaram que tem muito chefe que é o primeiro a chegar e o último a sair? E não é firula, não. Se ele não se dedicar, sabe o que acontece? O problema é ele começar a achar que todos tem que fazer igual, mesmo sem necessidade ou a correspondente remuneração. Hum... Melhor isso do que ir embora no meio da tarde enquanto os "panacas" ficam ganhando dinheiro pra ele.
Acho que férias de verdade mesmo, de novo, só na aposentadoria...
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