A célebre exclamação foi usada para descrever guerra. Nem sempre, porém, as guerras consistem em combates sangrentos entre tribos, povos, países, nações. Muitas vezes guerras são um pouco mais sutis do que as lutas corporais coletivas, travadas entre algumas pessoas, ainda mais freqüentemente sem que sangue seja derramado. Guerras de status, de dinheiro, de poder. Guerras embevecidas em estratagemas e tramóias. Muitas outras vezes são guerras puramente psicológicas, que podem ocorrer até mesmo entre pessoas que sequer se conhecem. Não raro alguém entra em uma batalha sem que isso perceba, até o dia em que sente o peso de sua armadura e de suas armas. Até lá, já foi ferida, e por vezes até feriu. Até esse dia, muito estrago já foi feito.
O horror, o horror.
A batalha e a luta não precisam de derramamento de sangue, membros cortados, crianças estripadas, mulheres violentadas, crânios voando para ser terrível. Muitas vezes basta uma palavra, uma lembrança, uma imagem para se deflagrar uma verdadeira guerra psicológica. Basta um acidente, uma coincidência, um toque sórdido do destino para que uma guerra interna, uma guerra de sentimentos seja estabelecida. O calor da batalha pode estar contido, comprimido, sob pressão, sem que nada se diga, mas a razão e as emoções misturadas estão ali, digladiando-se indefinidamente. Pode acontecer de não cessarem sua contenda mesmo com a assinatura do tratado de paz. Podem continuar lutando à exaustão mesmo após o vencedor desfilar no carro do triunfo. Mesmo depois de cessadas todas as causas do combate.
E assim, à exaustão podem as imagens bombardearem a razão, testando sua resistência, tentando abalar as estruturas de sua fortaleza de amor e decisão, até o limite. Mesmo sem sucesso, as imagens repugnantes podem atormentar ao extremo. Imagens nojentas, doentias, asquerosas, torpes, sórdidas. Imagens promíscuas, corrompidas, viciosas, libertinas. Pesadelo nauseabundo e interminável que acompanha na vigília. Lembranças nefastas de um tempo pernicioso, malévolo, venenoso, depravado.
O horror, meu horror.
* Imagem extraída de: http://www.imotion.com.br/imagens/details.php?image_id=7324
O horror, o horror.
A batalha e a luta não precisam de derramamento de sangue, membros cortados, crianças estripadas, mulheres violentadas, crânios voando para ser terrível. Muitas vezes basta uma palavra, uma lembrança, uma imagem para se deflagrar uma verdadeira guerra psicológica. Basta um acidente, uma coincidência, um toque sórdido do destino para que uma guerra interna, uma guerra de sentimentos seja estabelecida. O calor da batalha pode estar contido, comprimido, sob pressão, sem que nada se diga, mas a razão e as emoções misturadas estão ali, digladiando-se indefinidamente. Pode acontecer de não cessarem sua contenda mesmo com a assinatura do tratado de paz. Podem continuar lutando à exaustão mesmo após o vencedor desfilar no carro do triunfo. Mesmo depois de cessadas todas as causas do combate.
E assim, à exaustão podem as imagens bombardearem a razão, testando sua resistência, tentando abalar as estruturas de sua fortaleza de amor e decisão, até o limite. Mesmo sem sucesso, as imagens repugnantes podem atormentar ao extremo. Imagens nojentas, doentias, asquerosas, torpes, sórdidas. Imagens promíscuas, corrompidas, viciosas, libertinas. Pesadelo nauseabundo e interminável que acompanha na vigília. Lembranças nefastas de um tempo pernicioso, malévolo, venenoso, depravado.
O horror, meu horror.
* Imagem extraída de: http://www.imotion.com.br/imagens/details.php?image_id=7324

Nenhum comentário:
Postar um comentário