quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Leitura proibida

Sempre gostei de ler. O conteúdo variava um pouco, dependendo da época. O meio também: jornal, livro, revista, quadrinhos, blog. Tive minha época dos clássicos da literatura, dos filosóficos, dos técnicos, dos científicos, das revistas semanais, mensais, variedades, músicas. Já fiquei meses sem abrir um livro, e outros tantos sem largá-los, emendando um no outro. Mas sempre lendo.
A última mania adquirida foi colocar blogs e sites no google reader. Virou um ritual. Vejo os e-mails, a página da faculdade, google reader. Direito, política, economia, amenidades, bobagens, blog de desconhecidos e de conhecidos que não atualizam há semanas, outros meses (isso não é uma indireta, é uma direta mesmo).
Mas um tipo de assunto passava longe das leituras. Mas foi aquele diálogo, e os outros que se seguiram, algumas palavras e comecei a pesquisar no google, de preferência quando ninguém estava olhando. Fuçava sites e blogs na clandestinidade, e negaria mesmo que vissem no histórico do navegador. Até que um dia entrei em uma banca de jornal. Escolhi na sudirna, para ninguém ver. Guardei a compra como se estivesse lendo um livro censurado na ditadura, escondendo na bolsa Mein Kampf na Alemanhã pós-nazismo, um adolescente com pornogradia na mochila.
Só que um dia precisei assumir. Quando contei minha aquisição estava morrendo de vergonha. Curioso, não?
Depois perdi a vergonha e até comecei a escrever sobre isso, mas notei que não levava jeito para o tema e desisti. Total. Sou muito fora do padrão para tratar daquele assunto do jeito que ele deve ser tratado. Não escrevo mais sobre ele, mas ele vive, mesmo depois de rever minha vida, tomar umas decisões que achava que devia tomar, e virar tudo de cabeça para baixo. Depois que surgiu, não saiu mais da lista.

2 comentários:

Rubão disse...

Agora fiquei curioso... que assunto é esse, tão proibido?

Tati M® disse...

Oi Rubão!
Se eu revelar, o texto perde a graça!