Faz tempo que não leio a Veja. Não que a Veja em si faça falta, pois ainda tem o Estadão para trazer as notícias, existem outras revistas semanais do mesmo estilão, e tenho muitas outras coisas para ler, como a Super Interessante, revistas femininas, boletins jurídicos, notícias, livros dos mais variados... Mas havia uma seção, mais precisamente na Veja São Paulo, que eu costumava ler mais, despretenciosamente, e que, no final, é exatamente o que mais tenho sentido falta: as crônicas da última página.
São textos, normalmente escritos pelo Ivan Ângelo ou o Walcyr Carrasco, sobre questões cotidianas e acontecimentos aparentemente rotineiros e sem importância com um tom reflexivo. Eu gostava de ler aquelas elocubrações sobre cachorros, twitter, vizinhos, tias do interior, e coisas do gênero. De certa forma, sem tanta pretensão, por óbvio, era o que eu mais ou menos gostaria de fazer e publicar. Pegar um tema ou um acontecimento qualquer e desenvolver uma idéia em cima.
Foi justamente pensando que nas últimas semanas não recebi a revista, que passei a me questionar o que será que os inspirava. Seria a própria vida e existência? Estariam eles expondo parte de suas vidas de maneira tão explícita para todo o Estado? Ou seriam histórias que tomaram conhecimento, coisas que aconteceram com outras pessoas? Ou será que simplesmente inventam tudo aquilo? Como são textos escritos em primeira pessoa e que no mais das vezes tem a si mesmos como personagens, a primeira idéia que surge é que se referem sempre a eles mesmos. Talvez floreiem um pouco, talvez omitam muita coisa, mas são fatos verídicos, no fundo.
Duvido que tenham tanta sinceridade ao expor aspectos de sua própria existência. São escritores, o que significa que, no mínimo, tem imaginação suficiente para criar algo aparentemente corriqueiro. A minha teoria é que fazem mais ou menos o que eu faço, sem querer soar pernóstica. Acredito que eles se inspirem em acontecimentos de suas próprias vidas, misturando-os com os da vida de conhecidos, e de histórias que ouviram, de fatos presentes e passados, de coisas que talvez pensem que poderiam acontecer no futuro, um pouco de imaginação, de reflexão, de ficção, misturado. Assim, após bater tudo no liquidificador de idéias, o resultado final é um texto verossímel, mas que não necessariamente reflita a opinião sobre pessas específicas, mas sobre temas comuns à existência cotidiana do homem contemporâneo.
Separar os fatos da ficção, as reflexões dos julgamentos, a sua própria existência dos demais, acaba por se tornar uma tarefa ingrata. Uma tarefa que, se sucedida, retira toda a graça do texto.
E viva a literatura!
São textos, normalmente escritos pelo Ivan Ângelo ou o Walcyr Carrasco, sobre questões cotidianas e acontecimentos aparentemente rotineiros e sem importância com um tom reflexivo. Eu gostava de ler aquelas elocubrações sobre cachorros, twitter, vizinhos, tias do interior, e coisas do gênero. De certa forma, sem tanta pretensão, por óbvio, era o que eu mais ou menos gostaria de fazer e publicar. Pegar um tema ou um acontecimento qualquer e desenvolver uma idéia em cima.
Foi justamente pensando que nas últimas semanas não recebi a revista, que passei a me questionar o que será que os inspirava. Seria a própria vida e existência? Estariam eles expondo parte de suas vidas de maneira tão explícita para todo o Estado? Ou seriam histórias que tomaram conhecimento, coisas que aconteceram com outras pessoas? Ou será que simplesmente inventam tudo aquilo? Como são textos escritos em primeira pessoa e que no mais das vezes tem a si mesmos como personagens, a primeira idéia que surge é que se referem sempre a eles mesmos. Talvez floreiem um pouco, talvez omitam muita coisa, mas são fatos verídicos, no fundo.
Duvido que tenham tanta sinceridade ao expor aspectos de sua própria existência. São escritores, o que significa que, no mínimo, tem imaginação suficiente para criar algo aparentemente corriqueiro. A minha teoria é que fazem mais ou menos o que eu faço, sem querer soar pernóstica. Acredito que eles se inspirem em acontecimentos de suas próprias vidas, misturando-os com os da vida de conhecidos, e de histórias que ouviram, de fatos presentes e passados, de coisas que talvez pensem que poderiam acontecer no futuro, um pouco de imaginação, de reflexão, de ficção, misturado. Assim, após bater tudo no liquidificador de idéias, o resultado final é um texto verossímel, mas que não necessariamente reflita a opinião sobre pessas específicas, mas sobre temas comuns à existência cotidiana do homem contemporâneo.
Separar os fatos da ficção, as reflexões dos julgamentos, a sua própria existência dos demais, acaba por se tornar uma tarefa ingrata. Uma tarefa que, se sucedida, retira toda a graça do texto.
E viva a literatura!
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