Convoco sua consciência para a contenda
A fim de que vivencie minha angústia
Que alimenta este êxtase em desespero
Que corrói esta esperança em fracasso
Convoco seu devaneio para o debate
A fim de que conheça estas lembranças sombrias
Que aquecem meu remorso da desonra
Que envolvem este martírio da negligência
Devo coabitar com a usurpadora de seu pensamento?
Consigo conviver com a usurpadora de sua solicitude?
Posso partilhar-te com a usurpadora de seu cuidado?
Quão obstinada serei em meu desespero?
Até quando testemunharei seu viver irresoluto?
Nascida desconfiança sórdida em meu coração indócil.
Soneto jamais publicado, mas encaminhado ao VI concurso de poesias da OABSP, em 2009 cujo resultado ainda não saiu, sabe-se lá porquê.
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