Tudo converge para o fracasso.
Não o merecimento – meu merecimento.
Não a vontade – minha vontade.
Não a atração – por mim negada.
Não a identificação – presente desde o princípio.
Identificação da ousadia, do intelecto, da ambição, do poder...
Do sexo.
Não a força extrema,
Que lança à revelia a existência de um ao outro.
Tudo converge para o sucesso.
Não o merecimento – nunca o teu merecimento.
Não a vontade – que permanece incógnita.
Não a identificação – por mim suposta.
Não a atração – declarada desde o início.
Atração do sexo, do intelecto, da ambição, da intensidade...
Da delicadeza.
Não a força extrema,
Que lança intencionalmente a existência de um ao outro.
Tudo converge para a contradição.
Nem o alívio nem o arrependimento acompanharam a minha retirada.
Só a necessidade impositiva da lógica cartesiana.
O que há para ganhar vale a luta?
O que há a perder compensa o risco?
A inevitabilidade me lança impiedosamente para a emboscada,
Para o antagonismo.
Para a incerteza
Do inacabado.
***
Poesia encaminhada ao VI concurso de poesias da OABSP em 2009, cujo resultado ainda aguardo e que cansei de esperar para publicá-la.
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