quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cenas da megalópole

A cidade está repleta de cenas interessantes.

Como eu gostaria de ter uma câmera fotográfica sempre à mão. Infelizmente, muitas vezes podemos contar apenas com a nossa memória. E com um pouquinho de vontade de vencer a preguiça e registrar em palavras algumas cenas. Era o que eu queria ter feito quando vi passar uma limosine verde na Avenida, e parecia que tinha alguma festa rolando. Outras vezes a câmera não basta. A cena precisaria ser filmada, para servir de roteiro de algum filme. Foi o que aconteceu no dia que nos pararam na Avenida para perguntar onde era o "xing ling". Ou o dia que vi, na bolsa de uma mulher, dentro do ônibus, um pano de prato se movendo até revelar um focinho.

Desta vez, uma câmera fotográfica serviria, mas o interessante mesmo seria regisrar a cena toda.

Estava eu aguardando minha carona, bolsa no ombro, esfirra na mão, uma garrafa de suco na outra mão e o inusitado. Um homem vinha aproximadamente na minha direção de bicicleta. Na bicicleta, uma cesta. Na cesta, sentadinho, mas todo empinado, um cachorrinho, bem ao estilo E.T.

Bastasse isso já seria um fato registrável. Sem hesitar, ele sobe com a bicicleta na calçada e entra no banco. dentro da agência bancária, com bicicleta e cachorro.

Já dentro da agência, encostou a bicicleta. A visão não era muito boa, mas em seguida, consegui ver a bicicleta encostada do lado de dentro da parede de vidro da agência e a cesta onde vinha o cãozinho, vazia. Ele desceu com o cachorro na agência? Foi apenas no caixa eletrônico ou teria entrado? Será que ele passou pela porta giratória com o cãozinho?

Não sei. Não consegui ver o desenrolar dos acontecimentos. Minha carona chegou e eu, curiosa, não testemunhei o destino do simpático cãozinho e de seu intrépido dono.

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