Ah, eu sei...
O que eu sei é muito menos do que se poderia saber. É muito menos do que se gostaria de saber. E é muito menos do que eu buscaria saber.
Mas, sim, eu sei.
E sei mais do que se pode imaginar. Sei mais do que se pode esperar. Sei mais do que deveria saber. É muito mais do que aquilo que me foi dito.
Mas, como eu sei?
Como eu sei do passado, como eu sei do presente? Como eu sei da vida e da morte? Como eu sei da luz, das trevas, do amor e da inveja? Como eu sei do desprezo e do medo? Como eu sei da insanidade e da loucura e da lucidez? Como eu sei da dor e do alívio?
Ah... Saber mais do que se é permitido...
Que métodos insanos eu uso para saber? Para saber o que ninguém me disse, o que ninguém viu, o que não está escrito?
Saber... Poder, dor, glória, perdição, impotência.
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