sábado, 30 de janeiro de 2010

Texto de Diálogos

“O homem é menos ele mesmo quando fala na sua própria pessoa. Dê-lhe uma máscara e ele dirá a verdade.”

Oscar Wilde

Cansada do inferno, do diabo de terno, barrigudo, careca, banguela, que vive com a magrela e faz rimas de mer.., volta a Esfinge à seu habitat natural. Antes, tranca a porta do labirinto e entra com uma ação de despejo para tirar o Minotauro de lá.

Desiste definitivamente de qualquer coisa que a aborreça. Agora ela se dedica exclusivamente a alimentar-se. Sua determinação e força fazem as Amazonas parecerem uma alegre turminha de jardim da infância.

É tempo de defender seu território, reestabelecer o monopólio dos enigmas. O anjo tentou abrir concorrência com aquelas conclusões que a esfinge não sabe o que é.

Isso a atormenta…

Oras, quem pode brincar de advinhação aqui é a esfinge! Quem esse anjo pensa que é?

A esfinge se sente uma besta… De alguma forma, ela é uma besta…

Michelle

Iam the shadow of your past...

***
Texto integrante da série Diálogos, entregue ao meu colega Mannus McLeod, etc etc.

Nenhum comentário: