Procurei por coisas vãs
Tentei iludir-me com ideologias
Ilusões, fracassos, sonhos
Perdas, iludir-me comigo.
Utopia da compreensão
Longe validade do respeito
Longe validade do respeito
Frágeis responsabilidades
Sórdidas barreiras
Tanta impostura trouxe-me
Somente pesares
Sentimentos considerados
Levianos ou infamemente errôneos
Enlutei-me sem mortes
Tão admirável missão
Fui indigna:
Resta saber a verdade
Procurei conservar a paz:
Criei guerras
Tentei fugir de egoísmos:
Encontrei mais
Lutei pela saúde:
Vivi doenças,
Acabei-me em tristeza,
Pranto…
Primei pelo amor, afeto:
Só enxerguei ódio,
Mesquinhez, desastres
Desbriados, repreensões…
Dúvida que persegues
Tudo dúvida!
Calúnia ou verdade?
Sinceridade ausente
Serei tão vil,
Ou estarei delirando,
Alucinando, assumindo
O erro e a culpa?
Ah… nada mais me
Fora dito!
Nada de auxílio,
Nada de cura…
Percebi no ser humano
A loucura,
A vileza do ímpeto animal,
Instinto vulgar do lobo
Percebi nos seres e na vida
Egoísmo estúpido
Demência psíquica,
Injustiça.
***
Escrito em meados de 1995.
Nenhum comentário:
Postar um comentário