A esfinge é assustadora
tanto quanto dois elefantes...
Dois paquidermes gigantes
em fuga disparada.
Mas os elefantes estão parados!
Quietos, inofensivos, imóveis...
Pequenos demais para assustar
Dois delicados elefantinhos dourados...
Assumem, sem saber, o lugar da esfinge,
que não sossegará enquanto fugir
o grande poeta, que se tortura
e que não quer dividir seus pensamentos...
O medo da besteira perante a esfinge...
O medo do fracasso... ou do sussesso??
Pensa a esfinge sem café-da-manhã:
- O poeta não parece apetitoso?
***
Texto de 1998, resposta à resposta de Mannus McLeod à Rèplica, na série Diálogos, jamais publicada, e sem muito nexo também, escrita no saudoso tempo das arcadas.
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