sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sobremesa

Estava em um lugar que parecia ser uma espécie de fazenda. Meu ex-cunhado está no sonho, e é o manda-chuva do lugar. Mas no sonho ele tem outro nome . Depois de comermos, ele me diz para pegar uma sobremesa. Eu nem iria comer sobremesa, mas, diante da oferta e dos doces que serviam alí, não resisti.

Então ele me indicou um lugar para pegar a sobremesa e disse para eu falar que ele me autorizou a pegar o que eu quisesse. Dei umas voltas e achei o balcão onde estavam os doces que eu queria. Tinha torta de morango, torta de limão, cheesecake, bombons, nhabenta, tudo. Eu até sentia o cheiro dos doces, coloridos, super reais.

Quando finalmente decidi e pedi um dos doces a moça que estava atendendo falou que não dava mais tempo. Era uma loira enorme, meio gorda, com cara de poucos amigos. Tentei convencê-la, insisti, falei que já estava a tempo ali, que chegara antes do horário de fechar. Nada. Então disse que o meu ex-cunhado-de-nome-diferente que havia me mandado lá e me autorizado a levar o que eu quisesse. Nada. Ela era mal humorada, grossa.

Quando falei que não tinha problema, iria embora, mas contaria para o meu ex-cunhado-de-nome-diferente o que ocorrera ela tremeu, bufou e pegou um ovo de páscoa da embalagem. Mas antes de me entregar, deixou cair no chão. Não foi possível entender se fôra um acidente ou de propósito. Resignada, fui até a porta para sair, pensando em voltar lá com o meu ex-cunhado-de-nome-diferente para ela parar com graça.

Só que, quando cheguei à porta, parei, pensei dois segundos, olhei para ela e disse que sairia de lá com meu doce gostasse ela ou não, pois tinha direito a um e ninguém iria me impedir.
Entrei no balcão, ela tentava me barrar, me segurava, eu resistia, peguei um doce, ela me puxou.
Começou a pancadaria.

Saí correndo com o doce na mão. Ela me seguia gritando que ia quebrar a minha cara. O chão escorregava e eu estava de salto, mas continuava correndo com o doce, blasfemando que era meu e ninguém ia me impedir de comer meu doce. Eu senti escorregar no caminho. Finalmente cheguei em frente de uma escada em caracol que descia sabe-se-lá-pra-onde.

Acordei.
*
02 de dezembro de 2008

Nenhum comentário: