Estava pensando ontem no livro, quer dizer, no filme, já que o livro não li, da Bridget Jones – No limite da razão. Fiquei com uma coisa na cabeça por um bom tempo... Ok, foi a Bridget quem mandou o Marc passear, e ele fez cara de ué. E depois, foi ela quem foi atrás dele... Ele estava de olho nela, meio seguindo seus passos. Porque ele apenas se preocupava com ela? Hum... No caso específico, ele ainda gostava dela, mesmo que não tivesse consciência disso, já que ele era muito introspectivo e, de certa forma, hesitante. Então, foi por terceiros que ela soube e foi atrás dele.
Bem, ela foi atrás dele... E se ela não fosse? E se ela fosse atrás mas ele estivesse tão confuso que continuasse com cara de ué? Ela desistiria, certo? E se ele tivesse consciência que era confuso? O que ela deveria fazer? Um sentimento não some só porque não se sabe o que se fazer com isso.
Apesar de longe, até mesmo flertando com o cafa-mor do filme, ela nunca parou de pensar nele. E achava que ele não pensava nela. Mas ele pensava...
Muito louco isso.
Daí vem a pergunta.
Independente de como somos, todas nós, mulheres, temos algo de Bridget Jones em nós. Podemos não fumar, nem estarmos tão fora do peso quanto ela, nem sermos tão atrapalhadas, podemos ser mais inteligentes, podemos ter uma carreira melhor, podemos não sair com o chefe... Mas, no fundo, temos algo dela. Por isso que o livro fez sucesso. Por isso que o filme fez sucesso.
E, tal qual a Bridget, em algum momento nos vimos perante duas situações opostas: o cafajeste charmoso e pro ativo e o moço ideal... lerdo...
São essas nossas únicas opções?
Não era bem isso que eu sonhava encontrar. Lógico que não existe o homem perfeito, pois também não existe a mulher perfeita. A única mulher perfeita que eu vi, até mesmo em filme, foi no cinema. E, “a mulher invisível” era imaginária e nem tão perfeita assim... louca, fazia escândalos, e magra demais. Onde pegar?
E os homens perfeitos nem em conto de fadas. Talvez algo deles a gente consiga visualizar nos grandes épicos, na mitologia. O Heitor, de Tróia, esse sim, é para se dizer: u-hu!
Nos contos de fadas modernos, quem tem? O Shrek!
Mas, até mesmo o Shrek foi atrás da Fiona enquanto tocava aquela música:
Oh, será que só o Shrek combina com a princesa moderna???
O príncipe encantado era um engodo. Um metrossexual metido que só queria aparecer. E o Shrek gritando: “Eu sou um ogro!”
É, como diria a garçonete que não conheci: “ta difícil, né, colega?” É colega, ta difícil... Ou os Marc Darcys da vida se espertam um pouco, ou vão acabar dando uma de Raul, aquele da novela, caindo na lábia da psico, deixando o que tinha de bom para trás porque não reconheceu sua preciosidade e não tiveram ânimo, força ou criatividade para deixar a paz menos “monótona”, desistiram ou foram desistidos. Poderia ele ter impedido a Bridgite de ir embora, ou não esperado tanto para ir atrás dela. No fim, ele pagou para ver, ele trucou.
Se alguém te diz “truco”, cuidado antes de berrar “6”. De repente, seu blefe vai pro espaço e aí você pode acabar é perdendo a toba no truco, igualzinho naquele famigerado vídeo do youtube.
*
09 de setembro de 2009
Bem, ela foi atrás dele... E se ela não fosse? E se ela fosse atrás mas ele estivesse tão confuso que continuasse com cara de ué? Ela desistiria, certo? E se ele tivesse consciência que era confuso? O que ela deveria fazer? Um sentimento não some só porque não se sabe o que se fazer com isso.
Apesar de longe, até mesmo flertando com o cafa-mor do filme, ela nunca parou de pensar nele. E achava que ele não pensava nela. Mas ele pensava...
Muito louco isso.
Daí vem a pergunta.
Independente de como somos, todas nós, mulheres, temos algo de Bridget Jones em nós. Podemos não fumar, nem estarmos tão fora do peso quanto ela, nem sermos tão atrapalhadas, podemos ser mais inteligentes, podemos ter uma carreira melhor, podemos não sair com o chefe... Mas, no fundo, temos algo dela. Por isso que o livro fez sucesso. Por isso que o filme fez sucesso.
E, tal qual a Bridget, em algum momento nos vimos perante duas situações opostas: o cafajeste charmoso e pro ativo e o moço ideal... lerdo...
São essas nossas únicas opções?
Não era bem isso que eu sonhava encontrar. Lógico que não existe o homem perfeito, pois também não existe a mulher perfeita. A única mulher perfeita que eu vi, até mesmo em filme, foi no cinema. E, “a mulher invisível” era imaginária e nem tão perfeita assim... louca, fazia escândalos, e magra demais. Onde pegar?
E os homens perfeitos nem em conto de fadas. Talvez algo deles a gente consiga visualizar nos grandes épicos, na mitologia. O Heitor, de Tróia, esse sim, é para se dizer: u-hu!
Nos contos de fadas modernos, quem tem? O Shrek!
Mas, até mesmo o Shrek foi atrás da Fiona enquanto tocava aquela música:
Where have all the good men gone
And where are all the gods?
Where's the street-wise Hercules
To fight the rising odds?
Isn't there a white knight upon a fiery steed?
Late at night I toss and I turn and I dream
of what I need
I need a hero
I'm holding out for a hero 'til the end of the night
He's gotta be strong
And he's gotta be fast
And he's gotta be fresh from the fight
I need a hero
I'm holding out for a hero 'til the morning light
He's gotta be sure
And it's gotta be soon
And he's gotta be larger than life (…)
Lalá, larilará, lalalá, laiá…
Oh, será que só o Shrek combina com a princesa moderna???
O príncipe encantado era um engodo. Um metrossexual metido que só queria aparecer. E o Shrek gritando: “Eu sou um ogro!”
É, como diria a garçonete que não conheci: “ta difícil, né, colega?” É colega, ta difícil... Ou os Marc Darcys da vida se espertam um pouco, ou vão acabar dando uma de Raul, aquele da novela, caindo na lábia da psico, deixando o que tinha de bom para trás porque não reconheceu sua preciosidade e não tiveram ânimo, força ou criatividade para deixar a paz menos “monótona”, desistiram ou foram desistidos. Poderia ele ter impedido a Bridgite de ir embora, ou não esperado tanto para ir atrás dela. No fim, ele pagou para ver, ele trucou.
Se alguém te diz “truco”, cuidado antes de berrar “6”. De repente, seu blefe vai pro espaço e aí você pode acabar é perdendo a toba no truco, igualzinho naquele famigerado vídeo do youtube.
*
09 de setembro de 2009
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