O título hoje é em inglês: hope, traduzindo: esperança. Esperança do quê, exatamente?
Bem, a esperança de um dia vir ter a vida que sonho em sua plenitude. Já houveam várias versões desse sonho, mas todas elas sempre giraram em um núcleo central, referente a uma certa satisfação com a vida. E, mesmo com todas as dificuldades e revezes, no fundo, sempre houve uma insistente esperança me pedindo para não desistir, em eterna luta com a sensação de que não adianta sonhar, pois o sonho nunca seria completo.
E eu segui sonhando, mesmo sem admitir isso, que teria um bom trabalho, seria uma boa profissional e reconhecida por isso. Moraria em uma casa com quintal, cachorros, de preferência um deles seria um labrador, nos sonhos mais ousados, uma piscina… E, lógico, ter tudo e não ter ninguém é não ter nada, bens materiais ficam, mas a experiência de compartilhar a vida com alguém está cada vez mais raro. Isso sim, seria uma preciosidade. E, nos meus sonhos, tem alguém do meu lado para compartilhar, crescer, viajar, dividir, somar… amar. O sonho do amor tranquilo, sem a gangorra emocional dos hormônios da paixão, e mais do que a amizade pura.
E, como consequência disso, quem sabe também, um menino empoleirado em uma árvore do jardim, me chamando enquanto eu termino meu mais novo livro, baseado na tese de doutorado.
Não é exatamente a “família doriana” porque nesses comerciais o homem vai pro trabalho e a esposa, alegremente, fica em casa com seus afazeres domésticos (argh), ao invés de estar na varanda escrevendo uma tese…
E, aí que vai a parte mais delirante, paz com a família do tal-ser-mirabolante-que-divide-a-vida-comigo. Pois é… aí que o caldo entorna… Como vi naquele filme, aquela comédia “A sogra”, e em muitas outras, e vi também exemplos inúmeros na vida real, e também naquela piada… Não lembro direito, ela algo assim: o cara apresentou três moças para a mãe e perguntou para ela se conseguia advinhar com quem ele ia casar. A mãe, futura sogra, responde: olha filho, dessas duas moças eu gostei, mas desta terceira não. Nisso, o dito cujo responde: é com essa aí que vou me casar.
Ok, deve ser isso…
Eu preciso arrumar não um cara legal, mas uma sogra que me deteste, ou finja me detestar, porque até agora, todas gostaram de mim. Tá explicado…
Melhor abidicar de uma parte desse sonho, a paz na família.
Porque, esse sonho, que sempre esteve tão distante, por alguns minutos pareceu mais perto de mim. Mas ele escapa constantemente.
O tempo, senhor da razão, também é algoz. E para quem vive em uma megalópole do século XXI, ele não espera. Não espera ninguém, como diz aquela música. Time waits for no one.
Time waits for no one…
But I still have hope to finally find what I’m looking for…. Again.
I wish I’d already found it, but it seemed to be just an ilusion. The final ilusion.
Bem, a esperança de um dia vir ter a vida que sonho em sua plenitude. Já houveam várias versões desse sonho, mas todas elas sempre giraram em um núcleo central, referente a uma certa satisfação com a vida. E, mesmo com todas as dificuldades e revezes, no fundo, sempre houve uma insistente esperança me pedindo para não desistir, em eterna luta com a sensação de que não adianta sonhar, pois o sonho nunca seria completo.
E eu segui sonhando, mesmo sem admitir isso, que teria um bom trabalho, seria uma boa profissional e reconhecida por isso. Moraria em uma casa com quintal, cachorros, de preferência um deles seria um labrador, nos sonhos mais ousados, uma piscina… E, lógico, ter tudo e não ter ninguém é não ter nada, bens materiais ficam, mas a experiência de compartilhar a vida com alguém está cada vez mais raro. Isso sim, seria uma preciosidade. E, nos meus sonhos, tem alguém do meu lado para compartilhar, crescer, viajar, dividir, somar… amar. O sonho do amor tranquilo, sem a gangorra emocional dos hormônios da paixão, e mais do que a amizade pura.
E, como consequência disso, quem sabe também, um menino empoleirado em uma árvore do jardim, me chamando enquanto eu termino meu mais novo livro, baseado na tese de doutorado.
Não é exatamente a “família doriana” porque nesses comerciais o homem vai pro trabalho e a esposa, alegremente, fica em casa com seus afazeres domésticos (argh), ao invés de estar na varanda escrevendo uma tese…
E, aí que vai a parte mais delirante, paz com a família do tal-ser-mirabolante-que-divide-a-vida-comigo. Pois é… aí que o caldo entorna… Como vi naquele filme, aquela comédia “A sogra”, e em muitas outras, e vi também exemplos inúmeros na vida real, e também naquela piada… Não lembro direito, ela algo assim: o cara apresentou três moças para a mãe e perguntou para ela se conseguia advinhar com quem ele ia casar. A mãe, futura sogra, responde: olha filho, dessas duas moças eu gostei, mas desta terceira não. Nisso, o dito cujo responde: é com essa aí que vou me casar.
Ok, deve ser isso…
Eu preciso arrumar não um cara legal, mas uma sogra que me deteste, ou finja me detestar, porque até agora, todas gostaram de mim. Tá explicado…
Melhor abidicar de uma parte desse sonho, a paz na família.
Porque, esse sonho, que sempre esteve tão distante, por alguns minutos pareceu mais perto de mim. Mas ele escapa constantemente.
O tempo, senhor da razão, também é algoz. E para quem vive em uma megalópole do século XXI, ele não espera. Não espera ninguém, como diz aquela música. Time waits for no one.
Time waits for no one…
But I still have hope to finally find what I’m looking for…. Again.
I wish I’d already found it, but it seemed to be just an ilusion. The final ilusion.
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07 de setembro de 2009
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