Se as pessoas tivessem um pouco mais de cultura e senso crítico estaríamos melhores. Um pouco de conhecimento, de leitura, de curiosidade, e de análise criteriosa das informações faria muita diferença.
Conhecer um pouco de história não faz mal a ninguém, ao contrário. Se assim fosse, entenderíamos porque o mundo é do jeito que é, porque existem coisas tão esquisitas como direitos humanos e parlamentos.
Essa nova onda de escândalos, com a farra das passagens, merece alguns comentários.
Do jeito que a coisa é noticiada, parece que existe uma categoria à parte, os políticos, todos eles imprestáveis, que nenhuma relação tem com o resto do povo, as vítimas.
Balela.
ELES NÃO BROTARAM EM BRASÍLIA COMO MARGARIDAS NO JARDIM.
Eles foram escolhidos, foi o mesmo povo que se coloca como vítima que escolheu quem iria representá-lo. E eles não vieram de outro planeta, são também brasileiros, fazem parte do mesmo povo, da mesma sociedade, e com ela compartilham cultura, valores… São um retrato da sociedade.
Um reflexo do Brasil.
E como é o Brasil? Como é o brasileiro?
O brasileiro passa a vida achando que foi um injustiçado. Passa a vida querendo um cargo público, vide a verdadeira indústria dos concursos que se formou, o brasileiro acha que alguém lhe deve. O brasileiro não distingue o público do privado. O brasileiro pede caixinha. O brasileiro dá caixinha. O brasileiro passa uma graninha para não ser multado. O brasileiro aceita uma graninha pra não multar. O brasileiro faz caixa dois. O brasileiro superfatura. O brasileiro quer direitos sem deveres.
A lógica da malandragem é a mesma. Só muda a escala.
Podem mudar os parlamentares, mas se o povo continua igual, vamos continuar trocando seis por meia dúzia.
Cada povo tem o governo que merece.
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29 de abril de 2009
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