quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Destino, livre arbítrio, relacionamentos, sexo e controle

Terceira parte

Sexo
Chega de bobagens e desculpas. Somos seres racionais! Racionais!!! Ou não?
Não culpe os hormônios. A carne não é fraca. O Espírito que é fraco. A carne é a carne e só. Sexo não é uma necessidade do corpo, é do espírito. O corpo tem hormônios, tem impulso sexual. Tem, óbvio. É necessário. Reproduzimos. Nós e os animais reproduzimos, senão acaba a espécie. Assim, temos os impulsos. Mas não precisamos. Não, não precisamos. Não para o corpo. Mas há uma questão de dinâmica social. E energia. É troca de energia.
Assim, esquece essa moral religiosa, o conceito do pecado... Não precisa da bênção dos homens da religião na terra para deixar de ser pecado. Não é isso, não é nada disso! É responsabilidade, é usar bem o corpo, é entrar em sintonia com o outro, é respeito. Respeito.
É consequência, não causa. CONSEQUÊNCIA. E consequência, pela ordem natural e lógica das coisas, vem depois.
Deve haver intimidade, respeito a si e ao outro, carinho, responsabilidade. Não pode ser leviano. Não, não pode. Os distúrbios sexuais são distúrbios da alma. O recalque, o medo, a culpa, o vicio, a dependência, a promiscuidade, a insegurança. Muito da carência se reflete em más escolhas e decisões sexuais. Em submissão ao desejo alheio em total desrespeito a si próprio. Em busca desenfreada por prazer obtido pela carne quando na verdade, o que há é um vazio incomensurável que se tenta suprir com o contato e a energia alheia.
É o desequilíbrio. É o inferno... E quem conhece esse inferno, o faz por vontade própria. Ou falta de vontade própria.
Basta de desculpas. Não culpem os hormônios. Assumam a responsabilidade pelas escolhas. Escolhas e responsabilidade.
Monogamia é possível. Somos senhores de nossos corpos. Eles só nos dominam se não o dominarmos. Muitos animais também são monogâmicos. A carne não é fraca.
Mas normalmente só isso não basta. Não, não basta. Pode bastar por algum tempo. Se a necessidade de segurança, carinho e amor é/está maior que a de sexo, aproveite, sem sentir culpa. Mas se não for... melhor pensar melhor.
E repensar o porque disso tudo...
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11 de novembro de 2008

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