Sobrevivemos a mais uma maratona de festas de final de ano. Dezembro, Natal, comemoração do aniversário de Jesus Cristo, para os cristãos, se bem que mais parece um festival de presentes, alguns obrigatórios, outros de bom grado, para a maioria. E um festival de feridas abertas, de tentativas de reconciliação, de votos de felicidades, de esperança de paz no mundo, etc. Parte envolta em muita hipocrisia, mas há algo que se salva em meio ao clima bondoso obrigátório. E, se a "obrigação" de sermos bons uns com os outros no Natal parece uma grande asneira (porque só no Natal?) há que se pensar: ainda bem que existe essa "obrigação", do contrário, nem no Natal, e aí?
E mais uma vez, as comemorações de ano novo. Tempo de renovação e blablablá... Fala-se na chegada de 2009 (como se falou de 2008, 2007, e por aí vai), como se o badalar da meia noite, encoberta por fogos de artifício, champagnes e cidras estourando, fosse um toque mágico a fazer tudo novo. Na verdade, tudo não passa de uma grande continuação, e o novo é, assim, continuamente renovado a cada minuto: o presente é único. Não há uma mágica a fazer com que em 2009 todos façam regime, economizem, estudem, realizem sonhos, sem que isso não tenha nenhuma conexão com 2008. Mas o que seria de nós sem esses marcos no tempo?
Precisamos desses símbolos.
E agora, retomando à voz após um período de descanso, aproveito o embalo da ilusão do ano novo para renovar os sonhos, refazer os planos, remodelar os dias.
E agradecer o passado, as experiências e escolhas ruins, que foram grandes lições, e as boas coisas que consegui e que a vida me premiou: família, amigos, saúde (apesar de meio cambaleante em razão da rinite, estômago, dores de cabeça, alergias e resfriados vários), e por estar vivendo um momento tão especial de afeto e de uma possibilidade dada a poucos de repensar os caminhos e refazer as tragetórias.
Feliz 2009.
*
12 de janeiro de 2009
Nenhum comentário:
Postar um comentário