Quando são fechadas as janelas
latem os cães em desarmonia
cai a sombra, sobe o vento,
integra-se à noite fria
Quando são as janelas fechadas,
vê-se o breu interior
entrega-se ao sono profundo
não se admira o amanhecer
As janelas quando fechadas são
nada entra, nada sai
isola-se do urbano, do distinto
nada além do que se sabe
Quando janelas se fecham,
o externo fica distante
o mundo: mistério incógnito
a vida estranha ao todo
Fecham-se as janelas:
nada conheço, nada me conhece
o mundo não me tem
e eu, nada possuo...
latem os cães em desarmonia
cai a sombra, sobe o vento,
integra-se à noite fria
Quando são as janelas fechadas,
vê-se o breu interior
entrega-se ao sono profundo
não se admira o amanhecer
As janelas quando fechadas são
nada entra, nada sai
isola-se do urbano, do distinto
nada além do que se sabe
Quando janelas se fecham,
o externo fica distante
o mundo: mistério incógnito
a vida estranha ao todo
Fecham-se as janelas:
nada conheço, nada me conhece
o mundo não me tem
e eu, nada possuo...
Publicado na revista oficial da Academia de Letras da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no saudoso tempo das Arcadas. E, depois publicado no antigo blog em setembro de 2008.
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