sábado, 26 de setembro de 2009

Sonhar é bom...

Dormi.
Após uns goles de vinho, eu dormi.

Sonhei.
Após algumas noites em vão, eu sonhei.

Te encontrei.
Teu rosto estava nebuloso, mas eu sabia que eras tu.
Reconheci teu cheiro, tua energia, teu modo de me enlaçar em teus braços.
Reconheci teu beijo, tua voz, teu sorriso, teu jeito tímido de me fazer companhia.

Te abracei.
Revivemos tudo de bom que nos unia. E mais.
Vivi o sonho, nosso sonho. Nossos planos e desejos.

Viajávamos.
Fomos esquiar nos Alpes, tomar café em Paris, andar em Praga.
Navegamos no Mediterrâneo, tu não enjoastes, conhecemos a Grécia.

Passeávamos.
Paramos no Egito, vimos as pirâmides, voamos até a Rússia.
Subimos montanhas, entramos em cavernas, mergulhamos em cachoeiras.

Sorríamos.
Meu amor te preenchia e de nada tu duvidavas.
Teu carinho me completava e nenhuma palavra precisava ser dita.

Andávamos.
Eu ia ao seu lado, sentava na garupa.
Tu me seguias, me apertavas, beijavas minha mão delicadamente, me pedias.

Progredíamos.
A vida juntos fomos construindo, acertando as diferenças, fazendo as concessões.
A casa, os cachorros, a rotina, as alegrias, as preocupações, os planos, os filhos que querias mais que eu.

Crescíamos
Apoiávamos um ao outro, em nossas dificuldades e necessidades.
Conversávamos, discutíamos sem ofensas, nos entendíamos.

Éramos felizes...
Eu era feliz. Tu eras feliz.
E nossa felicidade não te assustava, mas te sublimava!

Mas aí, aquele sem-graça, aquele estraga-prazeres do Padre Quevedo aparece para me acordar para essa realidade insossa com aquela voz e aquele sotaque inconfundível, me arrancando dos suaves braços de Morfeu enquanto berrava: - Isso no ecxiste!!!

Idiota...

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