Estava novamente pensando sobre a vida e suas definições. Apenas com a vida aprendemos o que as coisas realmente significam, sem fantasias. Fantasias sobre o que é ser feliz, sobre a vida, sobre alegria, sobre sucesso, sobre, e lá vamos nós de novo, sobre o amor. Não raro nos confundimos, fantasiamos e, apenas depois, como se diz por aí, cai a ficha.
Vejamos: aquela vontade louca de se atirar em alguém, aquele ímã não é amor, é atração física. Aquela vontade insana de ligar a todo minuto, de estar perto o tempo todo, de ser incapaz de viver longe, não é amor, é paixão. Aquela vontade de chamar de seu, de pegar para si, de levar para todo o lugar, de conhecer todos os amigos, não é amor, é posse. Aquela ânsia de saber tudo, de dominar, de provar que é a/o melhor, de arrancar a pessoa, de desafiar o mundo não é amor, é obsessão. Aquele impulso de seguir todos os passos não é amor, é controle. Aquela incapacidade de confiar, aquela necessidade de fuçar, de virar bolso, de mexer em celular, de não permitir que a pessoa saia, converse, enfim, viva, não é amor, é ciúme no seu mais alto grau.
Como eu tinha tido antes, não confunda amor com aquele movimento artístico. Não confunda amor com fantasia.
Se eu contasse quantas histórias conheço de pessoas que passaram anos fantasiando sobre alguém, vendo coinciências como obras do destino, em relacionamentos evidentemente fadados ao fracasso, instáveis, cheios de poréns, de desentendimentos, brigas, discussões, até mesmo ofensas, mas que fantasiavam, que justificavam... Ah! Quantas histórias sobre fantasias, paixões, obsessões travestidas de amor que eu conheço... Não é tão difícil pegar um sentimento desses qualquer e dizer que é amor, bradar que se ama... Para alguns é fácil demais.
Quantas histórias mal resolvidas, apenas porque se fantasia demais, porque se confunde os sentimentos, porque a mente aplica truques de nos fazer esquecer o quão atormentados estavamos? Eu mesma posso dizer que senti aquele tremor, aquela ansiedade... e... foi uma MERDA. Desculpe o termo, mas não tem outro. Demorei para entender algumas coisas.
O amor não vem para trazer desarmonia, separar familias, ofender, atormentar, tirar o equilíbrio. Não, o amor não faz isso. O amor não desune, une.
Não digo que o amor é passivo. É pacífico, não passivo. Nem resignado, é jeitoso, negociador. Compreensivo, não impositivo. O amor é uma delícia. É calmo, respeita, dá bronca quando necessário, mas faz de tudo para não ofender. Pode até assustar a princípio, pois é doce. Isso que é o amor.
Incrível que só com 31 anos eu comecei a entender isso. E só depois de finalmente vivenciar uma das mais felizes relações que eu tive que entendi o que esse afeto, carinho, tranquilidade em simplesmente abraçar alguém traz de tão gratificante. Não que eu tenha conhecido a perfeição. longe disso, mas esse silencio gostoso diz muita coisa.
Talvez agora eu tenha entendido porque achei tão lindo a fala da personagem da Jennifer Aniston em "Dizem por aí", que traduzindo, seria:
- Não vim dizer que eu não posso viver sem você. Eu posso viver sem você, apenas não quero.
Vejamos: aquela vontade louca de se atirar em alguém, aquele ímã não é amor, é atração física. Aquela vontade insana de ligar a todo minuto, de estar perto o tempo todo, de ser incapaz de viver longe, não é amor, é paixão. Aquela vontade de chamar de seu, de pegar para si, de levar para todo o lugar, de conhecer todos os amigos, não é amor, é posse. Aquela ânsia de saber tudo, de dominar, de provar que é a/o melhor, de arrancar a pessoa, de desafiar o mundo não é amor, é obsessão. Aquele impulso de seguir todos os passos não é amor, é controle. Aquela incapacidade de confiar, aquela necessidade de fuçar, de virar bolso, de mexer em celular, de não permitir que a pessoa saia, converse, enfim, viva, não é amor, é ciúme no seu mais alto grau.
Como eu tinha tido antes, não confunda amor com aquele movimento artístico. Não confunda amor com fantasia.
Se eu contasse quantas histórias conheço de pessoas que passaram anos fantasiando sobre alguém, vendo coinciências como obras do destino, em relacionamentos evidentemente fadados ao fracasso, instáveis, cheios de poréns, de desentendimentos, brigas, discussões, até mesmo ofensas, mas que fantasiavam, que justificavam... Ah! Quantas histórias sobre fantasias, paixões, obsessões travestidas de amor que eu conheço... Não é tão difícil pegar um sentimento desses qualquer e dizer que é amor, bradar que se ama... Para alguns é fácil demais.
Quantas histórias mal resolvidas, apenas porque se fantasia demais, porque se confunde os sentimentos, porque a mente aplica truques de nos fazer esquecer o quão atormentados estavamos? Eu mesma posso dizer que senti aquele tremor, aquela ansiedade... e... foi uma MERDA. Desculpe o termo, mas não tem outro. Demorei para entender algumas coisas.
O amor não vem para trazer desarmonia, separar familias, ofender, atormentar, tirar o equilíbrio. Não, o amor não faz isso. O amor não desune, une.
Não digo que o amor é passivo. É pacífico, não passivo. Nem resignado, é jeitoso, negociador. Compreensivo, não impositivo. O amor é uma delícia. É calmo, respeita, dá bronca quando necessário, mas faz de tudo para não ofender. Pode até assustar a princípio, pois é doce. Isso que é o amor.
Incrível que só com 31 anos eu comecei a entender isso. E só depois de finalmente vivenciar uma das mais felizes relações que eu tive que entendi o que esse afeto, carinho, tranquilidade em simplesmente abraçar alguém traz de tão gratificante. Não que eu tenha conhecido a perfeição. longe disso, mas esse silencio gostoso diz muita coisa.
Talvez agora eu tenha entendido porque achei tão lindo a fala da personagem da Jennifer Aniston em "Dizem por aí", que traduzindo, seria:
- Não vim dizer que eu não posso viver sem você. Eu posso viver sem você, apenas não quero.
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15 de setembro de 2009
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