Dor da vida, alma da morte
Passa o tempo, aumenta o corte
N'alma já tão desfigurada
E não sei permanecer calada
Passa o tempo, aumenta o corte
N'alma já tão desfigurada
E não sei permanecer calada
Preciso gritar, berrar intensamente
Preciso resfriar o coração quente
O fervilhão de idéias acalmar
Meu solitário peito confortar
Preciso resfriar o coração quente
O fervilhão de idéias acalmar
Meu solitário peito confortar
Basta desta solidão indecente!
Preciso erguer os olhos para frente
Difícil é caminhar de tão cansada
Depois da morte, restou-me nada
Preciso erguer os olhos para frente
Difícil é caminhar de tão cansada
Depois da morte, restou-me nada
Sinto falta de algum toque
É selva o que outrora fora bosque
Reina, em segurança, solidão bruta
Que a vida domina de tão absoluta
É selva o que outrora fora bosque
Reina, em segurança, solidão bruta
Que a vida domina de tão absoluta
Questões cruéis ecoam na mente
De tão pura, vejo-me indecente
Ácida idéia insana tormento traz
Todavia, descubro nela alguma paz.
De tão pura, vejo-me indecente
Ácida idéia insana tormento traz
Todavia, descubro nela alguma paz.
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Texto escrito em meados de 1998, entregue em diálogos com meu colega Mannus e publicado no spaces em setembro de 2008.
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