sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Novela também é cultura!

E mais uma novelinha global chega ao final. Todo mundo que eu conheço viu o último capítulo. Eu mesma acabei assistindo. Isso porque não acompanho novelas e quando sento na frente da TV para assistir algum capítulo, costumo irritar as pessoas em volta com incontáveis perguntas sobre o enredo, as personagens... Não raro faço uma pergunta do tipo: “Mas esse aí de camiseta verde não tava namorando aquela loirinha... aquela lá da lanchonete?” E escuto: “Nossa, você ta desatualizada. Isso faz tempo!”.

Pois é... Lá fui eu assistir a porcaria da novela. Entre uma coisa e outra, um absurdo e outro, encontrei muita lição de vida perdida na ficção. Vou citar apenas três:

Primeiro: quem nasce com vocação para ser corno, corno será. Mesmo depois de pegar a dita cuja em flagrante e ter se livrado da encrenca, o tal guarda de trânsito não resistiu e voltou para os braços da piranha-mor da novela. Ê laiá. Será que o trouxa achou que ela ia tomar jeito? Serão todos os homens tão tontos quanto?

Segundo: se você está bem e feliz, não venha com essa de que o Paraíso é chato. Se ficou monótono, agite-o, busque coisas mais animadas, mas não saia do Paraíso. E não deixe o Paraíso sair de você. Ingratidão com uma dádiva da vida não vai trazer conseqüências boas. Garanto que, se o tal do Raul tivesse sido menos idiota, não teria colocado água na sua caipirinha e não teria se deixado envolver pela psicopata. Ah, porque de psicopata o mundo ta cheio, e mesmo sendo difícil em um primeiro momento reconhecê-los, é fato que deixarão rastros. Os rastros estão sempre relacionados a uma quantidade incrível de desarmonia, desgraça, brigas e desafetos.

Terceiro: o amor pode ser construído. Nem sempre é paixão arrebatadora à primeira vista. Nem sempre é aquela ânsia de enfrentar costumes, família, classes sociais. Isso é apenas um movimento artístico chamado romantismo. Amor é mais que isso. É a única coisa que realmente vale a pena citar no final. O casal protagonizado pela Juliana Paes e aquele ator super charmoso que esqueci o nome ficou junto no final.

Acho que eu vou acabar é escrevendo uma novela. Será que levo jeito?

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14 de setembro de 2009

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