Meus amigos, meu caros leitores,
Para variar, eu estive pensando.
Confiança não se pede, não se dá, se conquista. Por mais que esperar o melhor das pessoas seja uma atitude cristã e correta, confiar cegamente é ingenuidade. Assim, por auto-preservação, é necessário, como diria o meu avô, “confiar desconfiando”.
Minha mãe também andou falando coisas para mim neste sentido, e acredito que a mãe de vocês, leitores, amigos, também. Isso é coisa de mãe mesmo, esse tido de conversa, de alerta, de intromissão na vida de sua cria. Da mesma forma que uma leoa na selva vai pular na jugular do primeiro engraçadinho que foi mexer com seu filhote, as mães humanas fazem o mesmo. Ou pelo menos, é o que deveriam fazer.
Sei que nem sempre seus conselhos são os melhores, pois são seres humanos. Como seres humanos, são falíveis. Falíveis e estão falando sob um ponto de vista, baseado nos seus valores, na sua experiência, e nos seus sentimentos, nas suas qualidades e também nas suas falhas. Nas suas expectativas e nas suas frustrações. Enfim, são parciais. E, como seres humanos, podem também ter sentimentos contraditórios.
Mas duas coisas são certas: a não ser que você, leitor, tenha o azar de ser filho de uma pessoa com personalidade anti-social (outro termo para o psicopata), ou má, ela vai querer o seu bem. É para isso que as mães servem (ou deveriam servir): para preparar seus filhos para o mundo e querer o bem deles. E, sobre isso, não paira dúvida. Até mesmo as mães mais malucas, mais controversas, com as atitudes mais bizarras, querem o bem de seus filhos.
E isso é verdade. No final, salvo raríssimas exceções, que estão muito mais ligadas a caráter do que equilíbrio mental, o que temos é a família. Sim, a família, essa “instituição burguesa falida”, como diriam os radicais menos reflexivos e com pouco conhecimento de psicologia.
De todas as pessoas que conheceremos no mundo, são nossas mães quem tem o melhor, o mais aguçado sexto sentido. Impressionante como elas sentem quando vamos fazer besteira, quando fizemos besteira, quando alguma coisa não vai dar certo, quando uma companhia não vai ser legal. Podem nem saber de todos os fatos, afinal, ninguém é obrigado a escancarar sua intimidade para a mamãe, nem recomendo que o faça se quiser paz, mas é bom prestar atenção naquele faro para encrenca.
Faro para encrenca... Podem errar tudo, mas impressionante como as anteninhas das mães são parabólicas.
Lógico que nem sempre escutamos, muitas vezes a vontade é de afrontar. Mas eu posso dizer, por experiência que, eventualmente vamos dar razão a elas. Por mais que doa... Ah, se eu tivesse ouvido mamãe sobre algumas coisas na minha vida... Mas, do contrário, como eu saberia, não é mesmo?
Já as outras pessoas que aparecem nas nossas vidas, meus leitores, eu aconselho a não colocar a mão no fogo por ninguém!
Isso é um fato: podemos conviver anos com uma pessoa sem conhece-la realmente.
Digam, meus leitores, pois isso já aconteceu comigo inúmeras vezes e eu tenho certeza que já aconteceu com vocês também (isso se não estiver acontecendo agora, neste minuto). Você, leitor, conhece uma pessoa, pode ser um amigo, ou amiga, um namorado, ou namorada, que é um verdadeiro paradoxo.
Essa pessoa pode te prejudicar, fazer mal, mesmo que não intencionalmente. Pode não ser tão confiável, não querer nosso bem como anuncia... Pode ser uma namorada ou um namorado que maltrata, ofende, agride, causa a maior confusão, faz barraco, chuta o cachorro... E depois, como mágica fica manso(a), arrependido(a), dócil feito um carneirinho... Ó, que meigo... Mas na primeira oportunidade está lá, fazendo escândalo, tendo crise de ciúmes, ligando trinta vezes por dia para tirar satisfação sobre o recado que sua prima ou seu primo que mora lá na Finlândia te deixou no orkut, ou no facebook... Recado que você provavelmente nem viu ainda porque tem mais o que fazer da vida.
Aquela namorada, ou namorado que, na primeira oportunidade começa com chantagem emocional, te põe pra baixo, te acusa, te afasta dos amigos, te atormenta no trabalho, reclama dos seus gostos, dos seus hobbies, dos seus passeios, da sua roupa, do seu cachorro... Pode ser aquela pessoa que diz que te ama, que faz escândalos, que chora, mas que, no final, só te desequilibra. Aquela que não te bota fé, não apóia, a não ser claro, se for para você arrumar alguma encrenca. Como se diz por aí, chuta que é macumba! Mas, se você, leitor, for masoquista, problema não é meu.
Ou então aquele seu super amigo, ou amiga, confidente, mas que no fundo, no fundo não te faz tão bem assim. Pode ser um amigo ou amiga ciumento(a), possessivo(a), ou pior, duas caras. Esse é perigoso... Mais perigoso ainda quando esse seu amigo ou amiga quer ficar amigo de seus amigos ou de sua namorada ou namorado, não porque gostou dessas pessoas, mas porque tem algum outro interesse. Pode até não querer te prejudicar, mas acaba prejudicando. Pode ser uma espécie de agente duplo. Já imaginou? Nesse caso, você só vai perceber isso quando, por exemplo, confidenciar algo. Sim, porque o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Isso nunca aconteceu com você, leitor? Nunca aconteceu de se arrepender de contar algo para alguém porque a conseqüência foi pior do que ficar de boca fechada?
Se existem outros indícios de segundas intenções no caso, melhor nem falar nada, pois você não tem certeza da intenção do sujeito. Claro que tem gente preocupada com o seu bem estar que pode fazer uma pergunta, mas para abrir a boca, tem que ter certeza da índole dela. Qualquer indício suspeito é sinal para bico fechado.
Pode também ser um suposto amigo ou colega que, seja lá por qual motivo for, te influencia negativamente, às vezes por anos, e sem que disso você se dê conta... Aquele que te faz um favor, mas não consegue ouvir um não. Ou quando te pede alguma coisa, tem que ser exatamente do jeito que ele ou ela acha que deve ser. Pode ser aquele que te interrompe, que te força a contar coisas que você não quer, que não te enxergue, que te deixe desnorteado, irritado, sentindo-se culpado.
Mesmo apresentando sinais, no mais das vezes você, leitor, se recusa a ver. Mesmo alertado por outras pessoas, que vêem a situação de outro ângulo, ou com mais experiência e malícia, é difícil aceitar a realidade. Você pode achar que é paranóia... Eu também já achei que era paranóia, ou então entrei na fase da negativa. Difícil admitir algo assim... Mas, no final, as evidências levam às conclusões naturalmente.
Apenas depois de afastado, de repente, uma luz se faz e se percebe: “ei, eu vivo muito melhor sem isso!”
Para variar, eu estive pensando.
Confiança não se pede, não se dá, se conquista. Por mais que esperar o melhor das pessoas seja uma atitude cristã e correta, confiar cegamente é ingenuidade. Assim, por auto-preservação, é necessário, como diria o meu avô, “confiar desconfiando”.
Minha mãe também andou falando coisas para mim neste sentido, e acredito que a mãe de vocês, leitores, amigos, também. Isso é coisa de mãe mesmo, esse tido de conversa, de alerta, de intromissão na vida de sua cria. Da mesma forma que uma leoa na selva vai pular na jugular do primeiro engraçadinho que foi mexer com seu filhote, as mães humanas fazem o mesmo. Ou pelo menos, é o que deveriam fazer.
Sei que nem sempre seus conselhos são os melhores, pois são seres humanos. Como seres humanos, são falíveis. Falíveis e estão falando sob um ponto de vista, baseado nos seus valores, na sua experiência, e nos seus sentimentos, nas suas qualidades e também nas suas falhas. Nas suas expectativas e nas suas frustrações. Enfim, são parciais. E, como seres humanos, podem também ter sentimentos contraditórios.
Mas duas coisas são certas: a não ser que você, leitor, tenha o azar de ser filho de uma pessoa com personalidade anti-social (outro termo para o psicopata), ou má, ela vai querer o seu bem. É para isso que as mães servem (ou deveriam servir): para preparar seus filhos para o mundo e querer o bem deles. E, sobre isso, não paira dúvida. Até mesmo as mães mais malucas, mais controversas, com as atitudes mais bizarras, querem o bem de seus filhos.
E isso é verdade. No final, salvo raríssimas exceções, que estão muito mais ligadas a caráter do que equilíbrio mental, o que temos é a família. Sim, a família, essa “instituição burguesa falida”, como diriam os radicais menos reflexivos e com pouco conhecimento de psicologia.
De todas as pessoas que conheceremos no mundo, são nossas mães quem tem o melhor, o mais aguçado sexto sentido. Impressionante como elas sentem quando vamos fazer besteira, quando fizemos besteira, quando alguma coisa não vai dar certo, quando uma companhia não vai ser legal. Podem nem saber de todos os fatos, afinal, ninguém é obrigado a escancarar sua intimidade para a mamãe, nem recomendo que o faça se quiser paz, mas é bom prestar atenção naquele faro para encrenca.
Faro para encrenca... Podem errar tudo, mas impressionante como as anteninhas das mães são parabólicas.
Lógico que nem sempre escutamos, muitas vezes a vontade é de afrontar. Mas eu posso dizer, por experiência que, eventualmente vamos dar razão a elas. Por mais que doa... Ah, se eu tivesse ouvido mamãe sobre algumas coisas na minha vida... Mas, do contrário, como eu saberia, não é mesmo?
Já as outras pessoas que aparecem nas nossas vidas, meus leitores, eu aconselho a não colocar a mão no fogo por ninguém!
Isso é um fato: podemos conviver anos com uma pessoa sem conhece-la realmente.
Digam, meus leitores, pois isso já aconteceu comigo inúmeras vezes e eu tenho certeza que já aconteceu com vocês também (isso se não estiver acontecendo agora, neste minuto). Você, leitor, conhece uma pessoa, pode ser um amigo, ou amiga, um namorado, ou namorada, que é um verdadeiro paradoxo.
Essa pessoa pode te prejudicar, fazer mal, mesmo que não intencionalmente. Pode não ser tão confiável, não querer nosso bem como anuncia... Pode ser uma namorada ou um namorado que maltrata, ofende, agride, causa a maior confusão, faz barraco, chuta o cachorro... E depois, como mágica fica manso(a), arrependido(a), dócil feito um carneirinho... Ó, que meigo... Mas na primeira oportunidade está lá, fazendo escândalo, tendo crise de ciúmes, ligando trinta vezes por dia para tirar satisfação sobre o recado que sua prima ou seu primo que mora lá na Finlândia te deixou no orkut, ou no facebook... Recado que você provavelmente nem viu ainda porque tem mais o que fazer da vida.
Aquela namorada, ou namorado que, na primeira oportunidade começa com chantagem emocional, te põe pra baixo, te acusa, te afasta dos amigos, te atormenta no trabalho, reclama dos seus gostos, dos seus hobbies, dos seus passeios, da sua roupa, do seu cachorro... Pode ser aquela pessoa que diz que te ama, que faz escândalos, que chora, mas que, no final, só te desequilibra. Aquela que não te bota fé, não apóia, a não ser claro, se for para você arrumar alguma encrenca. Como se diz por aí, chuta que é macumba! Mas, se você, leitor, for masoquista, problema não é meu.
Ou então aquele seu super amigo, ou amiga, confidente, mas que no fundo, no fundo não te faz tão bem assim. Pode ser um amigo ou amiga ciumento(a), possessivo(a), ou pior, duas caras. Esse é perigoso... Mais perigoso ainda quando esse seu amigo ou amiga quer ficar amigo de seus amigos ou de sua namorada ou namorado, não porque gostou dessas pessoas, mas porque tem algum outro interesse. Pode até não querer te prejudicar, mas acaba prejudicando. Pode ser uma espécie de agente duplo. Já imaginou? Nesse caso, você só vai perceber isso quando, por exemplo, confidenciar algo. Sim, porque o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Isso nunca aconteceu com você, leitor? Nunca aconteceu de se arrepender de contar algo para alguém porque a conseqüência foi pior do que ficar de boca fechada?
Se existem outros indícios de segundas intenções no caso, melhor nem falar nada, pois você não tem certeza da intenção do sujeito. Claro que tem gente preocupada com o seu bem estar que pode fazer uma pergunta, mas para abrir a boca, tem que ter certeza da índole dela. Qualquer indício suspeito é sinal para bico fechado.
Pode também ser um suposto amigo ou colega que, seja lá por qual motivo for, te influencia negativamente, às vezes por anos, e sem que disso você se dê conta... Aquele que te faz um favor, mas não consegue ouvir um não. Ou quando te pede alguma coisa, tem que ser exatamente do jeito que ele ou ela acha que deve ser. Pode ser aquele que te interrompe, que te força a contar coisas que você não quer, que não te enxergue, que te deixe desnorteado, irritado, sentindo-se culpado.
Mesmo apresentando sinais, no mais das vezes você, leitor, se recusa a ver. Mesmo alertado por outras pessoas, que vêem a situação de outro ângulo, ou com mais experiência e malícia, é difícil aceitar a realidade. Você pode achar que é paranóia... Eu também já achei que era paranóia, ou então entrei na fase da negativa. Difícil admitir algo assim... Mas, no final, as evidências levam às conclusões naturalmente.
Apenas depois de afastado, de repente, uma luz se faz e se percebe: “ei, eu vivo muito melhor sem isso!”
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17 de setembro de 2009
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