Abra sua mente.
"Nunca fiz isso" não é desculpa para não fazer. Depois de um tempo, nem se lembra mais qual foi a primeira vez. Eu, com certeza, lembrarei ainda por muito tempo a primeira vez que fiz uma sustentação oral no Tribunal de Justiça. Lembrarei do nervosismo anterior, do começar a falar calma, de passar a sentir nervoso ao pensar “meu, eu tô falando”, da quantidade impressionante de “vênia” que ouvi e da cara de dó dos desembargadores ao negarem provimento ao recurso.
"Nunca fiz" não é desculpa. Não me lembro qual foi o primeiro cliente que atendi, só recordo que era uma execução de pensão alimentícia. Não lembro qual foi a primeira audiência que compareci, nem como estagiária nem advogada. Mas eu lembro a primeira vez que despachei e o primeiro interrogatório que acompanhei. Não lembro qual o primeiro recurso que eu fiz, mas eu recordo da minha primeira entrevista de emprego.
Pode parecer estranho, mas eu não me lembro da primeira vez que dirigi um carro, nem a primeira vez que pilotei uma moto, mas lembro da última vez que andei de scooter, passeando no bairro, muitos anos atrás. Acho que isso explica porque nem lembro mais como se liga a moto. Lembro também a primeira vez que entrei em um kart. Foi meio decepcionante. Decepcionante para o meu avô e para mim, que na hora não fazia idéia do quanto me arrependeria por não tentar de novo.
Lembro que eu tinha nove anos e ficava treinando na sala com o meu avô, apoiando os pés nos dele, que faziam as vezes de um pedal. Na mão eu segurava um volante, e fazia as curvas, acelerava e brecava conforme ele dava as instruções. Mas apesar de ter entendido bem a teoria, quando sentei no kart e acelerei, ele começou a trepidar e eu morri de medo. Dei a volta direitinho, mas apavorada. Alguns meses depois eu me arrependi amargamente de não ter tentado de novo. Alguns anos depois eu até cheguei a dar algumas voltas naqueles karts indoor, mas nunca mais pude e nem poderei fazer isso com o meu avô.
Bem, talvez na próxima encarnação...
"Nunca fiz isso" não é desculpa para não fazer. Depois de um tempo, nem se lembra mais qual foi a primeira vez. Eu, com certeza, lembrarei ainda por muito tempo a primeira vez que fiz uma sustentação oral no Tribunal de Justiça. Lembrarei do nervosismo anterior, do começar a falar calma, de passar a sentir nervoso ao pensar “meu, eu tô falando”, da quantidade impressionante de “vênia” que ouvi e da cara de dó dos desembargadores ao negarem provimento ao recurso.
"Nunca fiz" não é desculpa. Não me lembro qual foi o primeiro cliente que atendi, só recordo que era uma execução de pensão alimentícia. Não lembro qual foi a primeira audiência que compareci, nem como estagiária nem advogada. Mas eu lembro a primeira vez que despachei e o primeiro interrogatório que acompanhei. Não lembro qual o primeiro recurso que eu fiz, mas eu recordo da minha primeira entrevista de emprego.
Pode parecer estranho, mas eu não me lembro da primeira vez que dirigi um carro, nem a primeira vez que pilotei uma moto, mas lembro da última vez que andei de scooter, passeando no bairro, muitos anos atrás. Acho que isso explica porque nem lembro mais como se liga a moto. Lembro também a primeira vez que entrei em um kart. Foi meio decepcionante. Decepcionante para o meu avô e para mim, que na hora não fazia idéia do quanto me arrependeria por não tentar de novo.
Lembro que eu tinha nove anos e ficava treinando na sala com o meu avô, apoiando os pés nos dele, que faziam as vezes de um pedal. Na mão eu segurava um volante, e fazia as curvas, acelerava e brecava conforme ele dava as instruções. Mas apesar de ter entendido bem a teoria, quando sentei no kart e acelerei, ele começou a trepidar e eu morri de medo. Dei a volta direitinho, mas apavorada. Alguns meses depois eu me arrependi amargamente de não ter tentado de novo. Alguns anos depois eu até cheguei a dar algumas voltas naqueles karts indoor, mas nunca mais pude e nem poderei fazer isso com o meu avô.
Bem, talvez na próxima encarnação...

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